Reunião trata de ações para a musealização do Sítio Arqueológico Moconha

quinta-feira, 14 de maio de 2026
atualizado em quinta-feira, 2 de julho de 2026

Localização do município de Serra Grande, localizado no alto sertão da Paraíba, distante 455 km da capital João Pessoa.

Nesta terça-feira (12), a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) esteve reunida com os proprietários do Sítio Arqueológico Moconha, localizado no município de Serra Grande, no sertão paraibano, com o objetivo de discutir possibilidades de cooperação institucional para a estruturação e musealização do espaço.

Durante a reunião, foram apresentadas iniciativas que podem contribuir diretamente com o fortalecimento do sítio arqueológico, entre elas o edital UFPB no seu Município. O programa é voltado a cidades com até 150 mil habitantes e contempla, entre outras temáticas, ações de defesa da memória cultural, da produção artística e do patrimônio educacional e cultural. A proposta foi destacada como uma oportunidade concreta de apoio à comunidade local na construção de estratégias de preservação, valorização histórica e desenvolvimento cultural.

A pró-reitora Bernardina Freire também colocou à disposição o conhecimento técnico de profissionais da universidade, incluindo museólogas e pesquisadores de diferentes áreas, para colaborar na organização do espaço e na elaboração da expografia, etapa fundamental para garantir uma exposição qualificada dos achados arqueológicos, respeitando o contexto histórico e cultural do território.

O Sítio Arqueológico Moconha tem ganhado relevância desde 2019, quando foram identificados os primeiros vestígios arqueológicos durante atividades de extração de terra, incluindo ossos humanos considerados de valor histórico. A partir de então, o local passou a mobilizar esforços de diferentes instituições e da comunidade para sua preservação, com articulação junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e à Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Pesquisas desenvolvidas por especialistas da UEPB identificaram uma grande quantidade de material cerâmico, com características associadas à tradição Tupiguarani, evidenciando padrões de pintura, formas e técnicas de fabricação típicas desses grupos indígenas. As análises indicam, ainda que de forma preliminar, a possível presença de populações de origem tupi no interior da Paraíba, um dado que desafia interpretações historiográficas tradicionais que restringiam esses povos ao litoral .

Texto: Comunicação-Proex