Simpósio do Centro de Informação sobre Medicamentos discute riscos da automedicação e da desinformação

terça-feira, 5 de maio de 2026
atualizado em terça-feira, 5 de maio de 2026
O 4º Simpósio sobre o Uso Racional de Medicamentos lotou o auditório de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional do Centro de Ciências da Saúde (CCS) na segunda-feira (4). Foto: Marcella Machado.

No país em que são registradas cerca de 20 mil mortes por ano em decorrência da automedicação, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), a informação pode salvar vidas. Em alusão ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, o Centro de Informação sobre Medicamentos (CIM), vinculado ao Departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), realiza nesta segunda (4) e terça-feira (5) o 4º Simpósio sobre o Uso Racional de Medicamentos.

A abertura do evento, realizada nesta segunda-feira (4), no auditório de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional do Centro de Ciências da Saúde (CCS), contou com a presença da pró-reitora de Extensão (Proex), Bernardina Freire; do diretor do CCS, Fabiano Gonzaga; do chefe do Departamento de Ciências Farmacêuticas, João Vianney Pereira; da conselheira federal de Farmácia suplente, Patrícia Navarro; do coordenador do CIM, Gabriel Freitas; e da vice-coordenadora do CIM e coordenadora do evento, Eloiza Campana.

Mesa de abertura do 4º Simpósio sobre o Uso Racional de Medicamentos. Foto: Marcella Machado.

Considerada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um problema de saúde pública, a automedicação pode causar danos graves e até irreversíveis aos órgãos. Segundo Gabriel Freitas, no campo da saúde, a desinformação se torna ainda mais preocupante por envolver diretamente o cuidado com as pessoas. “A informação que transmitimos aos pacientes pode tanto curar quanto matar. Esse é o principal eixo do evento deste ano: discutir a infodemia e seus impactos, como a automedicação, os prejuízos à saúde e a hipermedicalização”, destacou.

O coordenador também reforçou que as decisões clínicas devem ser pautadas em critérios científicos.

Para o chefe do Departamento de Ciências Farmacêuticas, João Vianney Pereira, a universidade exerce papel essencial na formação de profissionais comprometidos com o combate à desinformação. “No sistema de saúde, a população é a mais importante, porque sem o paciente nada disso existe. Da mesma forma, na universidade, o foco são os estudantes. Por isso, nossa obrigação como professores é oferecer o melhor ensino possível, para que, ao se formarem, levem esse conhecimento às comunidades e às pessoas que mais precisam”, ressaltou.

CIM promove extensão, conscientização e descarte seguro

Mascotes do CIM, Cimplifica e Maria Evidência recepcionam os participantes do evento junto da equipe de organização do simpósio. Foto: Divulgação do CIM.

Implementado em 2019, o CIM reúne e promove ações contínuas de extensão por meio dos editais Fluex. Para a vice-coordenadora do CIM-UFPB e coordenadora do evento, Eloiza Campana, a presença institucional reforça a importância do trabalho desenvolvido. “A presença da Pró-Reitoria de Extensão muito nos honra, pois representa o reconhecimento desses sete anos de projetos e ações. Estar conosco neste momento, acompanhando tudo o que temos conseguido construir, mesmo diante das dificuldades, reforça a trajetória de um centro fortemente marcado pelas ações de extensão acadêmica”, enfatizou.

Para informar e conscientizar a população com linguagem simples, o projeto desenvolveu mascotes próprios. O primeiro, o Cimplifica, tem a missão de levar informação acessível a todos os públicos. Já no contexto de combate à desinformação, surgiu a Maria Evidência, fundamentada na ciência e preparada para esclarecer o que for necessário.

Durante o evento, a urna do Descarta CIM também esteve disponível para o depósito de medicamentos vencidos ou em desuso. O projeto, além das Unidades de Saúde Familiar (USFs) e das farmácias, é um dos pontos de coleta. Os extensionistas lembram que medicamentos não podem ser descartados em lixo comum ou no vaso sanitário, já que o material acaba alcançando o meio ambiente, o que pode causar a poluição do solo e das águas, comprometendo a qualidade de vida e a saúde da população.

A pró-reitora de Extensão, Bernardina Freire, destacou que iniciativas como as desenvolvidas pelo Centro de Informação sobre Medicamentos (CIM) são fundamentais, já que a universidade pública tem a responsabilidade social de atuar ativamente nesse contexto, não apenas formando profissionais qualificados, mas também contribuindo para a construção de uma cultura baseada em evidências científicas.

Conheça o Centro de Informação sobre Medicamentos (CIM): @cimufpb

Texto: Marcella Machado

Fotos: Marcella Machado/Divulgação do CIM